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Paleta de Cores

Paleta de Cores

Nessa aula veremos sobre os espaços de cores HSL e LCH, o que são cores primitivas e cores semânticas, acessibilidade, exemplos de paletas de cores em Design Systems e como criar suas variáveis de cores dentro do Figma.

Nessa aula veremos sobre os espaços de cores HSL e LCH, o que são cores primitivas e cores semânticas, acessibilidade, exemplos de paletas de cores em Design Systems e como criar suas variáveis de cores dentro do Figma.

Henrique Stopassoli

Willian Matiola

25 min

0 pts

Design

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Sobre

Atualização: veja também as diferenças entre LCH e OKLCH. O segundo modelo é uma atualização do modelo anterior que corrige uma variação no Hue da cor azul.

A criação de paletas de cores para interfaces modernas evoluiu além da simples escolha estética. Para construir sistemas de design (Design Systems) escaláveis e acessíveis, é fundamental compreender espaços de cores perceptuais, a hierarquia de tokens e as novas métricas de acessibilidade. Este guia detalha os pilares para estruturar paletas de alta performance.

1. Espaços de Cores: HSL vs. LCH

Comparação visual entre os modelos de cor HSL e LCH em uma interface de fundo escuro. Na parte superior, o título “HSL” acompanhado dos rótulos “Hue + Saturation + Lightness” e uma barra horizontal de cores em gradiente contínuo, passando do vermelho ao magenta. Abaixo, o título “LCH” com os rótulos “Lightness + Chroma + Hue” e outra barra de gradiente, com transições de cor mais suaves e variação perceptível de luminosidade ao longo do espectro.

A forma como as telas interpretam e exibem cores impacta diretamente a percepção do usuário.

HSL (Hue, Saturation, Lightness): É um modelo comum onde se adiciona preto ou branco à cor pura para variar o brilho. No entanto, a transição entre cores pode parecer ríspida e menos natural.

LCH (Lightness, Chroma, Hue): Este espaço de cores é projetado para ser perceptual, ou seja, mais próximo da forma como o olho humano percebe a luz e a cor no mundo real.

  • Vantagens: Transições mais suaves, cores mais ricas e uniformidade visual.

  • Desafios: Atualmente, a maioria das ferramentas de design, como o Figma, não suporta LCH nativamente, exigindo o uso de conversores para Hexadecimal. No entanto, navegadores já oferecem suporte a valores LCH desde 2023.

2. Arquitetura de Cores: Primitivas e Semânticas

Uma estrutura eficiente de Design System separa a aparência da função por meio de tokens de cores.

Cores Primitivas

Interface em tema escuro exibindo dois cards de código de cor. À esquerda, um bloco com amostra de cor vermelha sólida e o texto “#DC2626 --red600”. À direita, um bloco de código mostrando a variável CSS “--red600: #DC2626”, indicando a associação entre o nome da variável e o valor hexadecimal da cor.

São as cores em seu formato mais básico e bruto, geralmente nomeadas pela sua aparência (ex: Red 600, Blue 500). Elas servem como a "biblioteca de recursos" do sistema, representando a paleta completa disponível.

Cores Semânticas

Três exemplos — --discount, --error e --favorite — são mostrados mapeados para a mesma variável de cor base, --red600, acompanhados por amostras de cor em vermelho."

Em vez de descrever a cor, os nomes semânticos descrevem a função da cor na interface (ex: Error, Success, Favorite).

Vantagem de Manutenção

Aplicação de variáveis CSS semânticas em componentes de UI. São mostrados três exemplos: uma etiqueta de '50% OFF', um alerta de 'Error' e um botão de 'Favorite', cada um acompanhado pelo código CSS que utiliza as variáveis --discount, --error e --favorite para definir cores de fundo e de texto."

Ao usar cores semânticas, um token como Error "bebe" da variável primitiva Red 600. Se você precisar alterar o tom de vermelho de todo o sistema, basta mudar a primitiva, e todas as instâncias semânticas serão atualizadas automaticamente.

3. Acessibilidade: Além do WCAG

Painel de verificação de contraste comparando a cor de primeiro plano roxa (#715BFF) com fundo branco (#FFFFFF). O resultado indica conformidade com WCAG 2 (4.52:1, atingindo nível AA para texto pequeno e AAA para texto grande) e exibe o índice APCA de Lc 70 com uma tabela de tamanhos de fonte recomendados.

Garantir o contraste adequado é um pilar do design inclusivo.

WCAG (Web Content Accessibility Guidelines): O padrão tradicional que foca na relação de contraste entre duas cores (ex: 4.5:1 para passar em AA).

APCA (Accessible Perceptual Contrast Algorithm): Uma evolução mais robusta que, além da cor, considera o tamanho e o peso da fonte para determinar a legibilidade. O APCA permite mais flexibilidade, ajustando a necessidade de peso visual conforme a composição cromática.

4. Implementação Prática no Figma

Para organizar cores de forma profissional, recomenda-se o uso de Local Variables.

  1. Criação de Coleções: Organize suas variáveis em coleções distintas, como "Primitives" e "Colors" (Semânticas).

  2. Agrupamento: Utilize barras (ex: Colors/Slate/) para criar pastas e manter o painel organizado.

  3. Uso de Plugins: Ferramentas como o Color Variables Creator podem acelerar o processo de criação de variáveis em massa a partir de layers renomeadas.

  4. Tematização (Modos): O uso de variáveis permite a criação de modos Light e Dark. Ao definir que um token semântico tem um valor para o modo claro e outro para o escuro, a interface inteira pode ser alternada automaticamente.

  5. Conclusão

Dominar a transição entre cores primitivas e semânticas, aliada à compreensão de espaços perceptuais como o LCH, é o que separa um layout simples de um Design System profissional. Ao aplicar essas técnicas, o designer garante não apenas beleza, mas consistência, facilidade de manutenção e acessibilidade para o produto final.

Atualização: veja também as diferenças entre LCH e OKLCH. O segundo modelo é uma atualização do modelo anterior que corrige uma variação no Hue da cor azul.

A criação de paletas de cores para interfaces modernas evoluiu além da simples escolha estética. Para construir sistemas de design (Design Systems) escaláveis e acessíveis, é fundamental compreender espaços de cores perceptuais, a hierarquia de tokens e as novas métricas de acessibilidade. Este guia detalha os pilares para estruturar paletas de alta performance.

1. Espaços de Cores: HSL vs. LCH

Comparação visual entre os modelos de cor HSL e LCH em uma interface de fundo escuro. Na parte superior, o título “HSL” acompanhado dos rótulos “Hue + Saturation + Lightness” e uma barra horizontal de cores em gradiente contínuo, passando do vermelho ao magenta. Abaixo, o título “LCH” com os rótulos “Lightness + Chroma + Hue” e outra barra de gradiente, com transições de cor mais suaves e variação perceptível de luminosidade ao longo do espectro.

A forma como as telas interpretam e exibem cores impacta diretamente a percepção do usuário.

HSL (Hue, Saturation, Lightness): É um modelo comum onde se adiciona preto ou branco à cor pura para variar o brilho. No entanto, a transição entre cores pode parecer ríspida e menos natural.

LCH (Lightness, Chroma, Hue): Este espaço de cores é projetado para ser perceptual, ou seja, mais próximo da forma como o olho humano percebe a luz e a cor no mundo real.

  • Vantagens: Transições mais suaves, cores mais ricas e uniformidade visual.

  • Desafios: Atualmente, a maioria das ferramentas de design, como o Figma, não suporta LCH nativamente, exigindo o uso de conversores para Hexadecimal. No entanto, navegadores já oferecem suporte a valores LCH desde 2023.

2. Arquitetura de Cores: Primitivas e Semânticas

Uma estrutura eficiente de Design System separa a aparência da função por meio de tokens de cores.

Cores Primitivas

Interface em tema escuro exibindo dois cards de código de cor. À esquerda, um bloco com amostra de cor vermelha sólida e o texto “#DC2626 --red600”. À direita, um bloco de código mostrando a variável CSS “--red600: #DC2626”, indicando a associação entre o nome da variável e o valor hexadecimal da cor.

São as cores em seu formato mais básico e bruto, geralmente nomeadas pela sua aparência (ex: Red 600, Blue 500). Elas servem como a "biblioteca de recursos" do sistema, representando a paleta completa disponível.

Cores Semânticas

Três exemplos — --discount, --error e --favorite — são mostrados mapeados para a mesma variável de cor base, --red600, acompanhados por amostras de cor em vermelho."

Em vez de descrever a cor, os nomes semânticos descrevem a função da cor na interface (ex: Error, Success, Favorite).

Vantagem de Manutenção

Aplicação de variáveis CSS semânticas em componentes de UI. São mostrados três exemplos: uma etiqueta de '50% OFF', um alerta de 'Error' e um botão de 'Favorite', cada um acompanhado pelo código CSS que utiliza as variáveis --discount, --error e --favorite para definir cores de fundo e de texto."

Ao usar cores semânticas, um token como Error "bebe" da variável primitiva Red 600. Se você precisar alterar o tom de vermelho de todo o sistema, basta mudar a primitiva, e todas as instâncias semânticas serão atualizadas automaticamente.

3. Acessibilidade: Além do WCAG

Painel de verificação de contraste comparando a cor de primeiro plano roxa (#715BFF) com fundo branco (#FFFFFF). O resultado indica conformidade com WCAG 2 (4.52:1, atingindo nível AA para texto pequeno e AAA para texto grande) e exibe o índice APCA de Lc 70 com uma tabela de tamanhos de fonte recomendados.

Garantir o contraste adequado é um pilar do design inclusivo.

WCAG (Web Content Accessibility Guidelines): O padrão tradicional que foca na relação de contraste entre duas cores (ex: 4.5:1 para passar em AA).

APCA (Accessible Perceptual Contrast Algorithm): Uma evolução mais robusta que, além da cor, considera o tamanho e o peso da fonte para determinar a legibilidade. O APCA permite mais flexibilidade, ajustando a necessidade de peso visual conforme a composição cromática.

4. Implementação Prática no Figma

Para organizar cores de forma profissional, recomenda-se o uso de Local Variables.

  1. Criação de Coleções: Organize suas variáveis em coleções distintas, como "Primitives" e "Colors" (Semânticas).

  2. Agrupamento: Utilize barras (ex: Colors/Slate/) para criar pastas e manter o painel organizado.

  3. Uso de Plugins: Ferramentas como o Color Variables Creator podem acelerar o processo de criação de variáveis em massa a partir de layers renomeadas.

  4. Tematização (Modos): O uso de variáveis permite a criação de modos Light e Dark. Ao definir que um token semântico tem um valor para o modo claro e outro para o escuro, a interface inteira pode ser alternada automaticamente.

  5. Conclusão

Dominar a transição entre cores primitivas e semânticas, aliada à compreensão de espaços perceptuais como o LCH, é o que separa um layout simples de um Design System profissional. Ao aplicar essas técnicas, o designer garante não apenas beleza, mas consistência, facilidade de manutenção e acessibilidade para o produto final.

Atualização: veja também as diferenças entre LCH e OKLCH. O segundo modelo é uma atualização do modelo anterior que corrige uma variação no Hue da cor azul.

A criação de paletas de cores para interfaces modernas evoluiu além da simples escolha estética. Para construir sistemas de design (Design Systems) escaláveis e acessíveis, é fundamental compreender espaços de cores perceptuais, a hierarquia de tokens e as novas métricas de acessibilidade. Este guia detalha os pilares para estruturar paletas de alta performance.

1. Espaços de Cores: HSL vs. LCH

Comparação visual entre os modelos de cor HSL e LCH em uma interface de fundo escuro. Na parte superior, o título “HSL” acompanhado dos rótulos “Hue + Saturation + Lightness” e uma barra horizontal de cores em gradiente contínuo, passando do vermelho ao magenta. Abaixo, o título “LCH” com os rótulos “Lightness + Chroma + Hue” e outra barra de gradiente, com transições de cor mais suaves e variação perceptível de luminosidade ao longo do espectro.

A forma como as telas interpretam e exibem cores impacta diretamente a percepção do usuário.

HSL (Hue, Saturation, Lightness): É um modelo comum onde se adiciona preto ou branco à cor pura para variar o brilho. No entanto, a transição entre cores pode parecer ríspida e menos natural.

LCH (Lightness, Chroma, Hue): Este espaço de cores é projetado para ser perceptual, ou seja, mais próximo da forma como o olho humano percebe a luz e a cor no mundo real.

  • Vantagens: Transições mais suaves, cores mais ricas e uniformidade visual.

  • Desafios: Atualmente, a maioria das ferramentas de design, como o Figma, não suporta LCH nativamente, exigindo o uso de conversores para Hexadecimal. No entanto, navegadores já oferecem suporte a valores LCH desde 2023.

2. Arquitetura de Cores: Primitivas e Semânticas

Uma estrutura eficiente de Design System separa a aparência da função por meio de tokens de cores.

Cores Primitivas

Interface em tema escuro exibindo dois cards de código de cor. À esquerda, um bloco com amostra de cor vermelha sólida e o texto “#DC2626 --red600”. À direita, um bloco de código mostrando a variável CSS “--red600: #DC2626”, indicando a associação entre o nome da variável e o valor hexadecimal da cor.

São as cores em seu formato mais básico e bruto, geralmente nomeadas pela sua aparência (ex: Red 600, Blue 500). Elas servem como a "biblioteca de recursos" do sistema, representando a paleta completa disponível.

Cores Semânticas

Três exemplos — --discount, --error e --favorite — são mostrados mapeados para a mesma variável de cor base, --red600, acompanhados por amostras de cor em vermelho."

Em vez de descrever a cor, os nomes semânticos descrevem a função da cor na interface (ex: Error, Success, Favorite).

Vantagem de Manutenção

Aplicação de variáveis CSS semânticas em componentes de UI. São mostrados três exemplos: uma etiqueta de '50% OFF', um alerta de 'Error' e um botão de 'Favorite', cada um acompanhado pelo código CSS que utiliza as variáveis --discount, --error e --favorite para definir cores de fundo e de texto."

Ao usar cores semânticas, um token como Error "bebe" da variável primitiva Red 600. Se você precisar alterar o tom de vermelho de todo o sistema, basta mudar a primitiva, e todas as instâncias semânticas serão atualizadas automaticamente.

3. Acessibilidade: Além do WCAG

Painel de verificação de contraste comparando a cor de primeiro plano roxa (#715BFF) com fundo branco (#FFFFFF). O resultado indica conformidade com WCAG 2 (4.52:1, atingindo nível AA para texto pequeno e AAA para texto grande) e exibe o índice APCA de Lc 70 com uma tabela de tamanhos de fonte recomendados.

Garantir o contraste adequado é um pilar do design inclusivo.

WCAG (Web Content Accessibility Guidelines): O padrão tradicional que foca na relação de contraste entre duas cores (ex: 4.5:1 para passar em AA).

APCA (Accessible Perceptual Contrast Algorithm): Uma evolução mais robusta que, além da cor, considera o tamanho e o peso da fonte para determinar a legibilidade. O APCA permite mais flexibilidade, ajustando a necessidade de peso visual conforme a composição cromática.

4. Implementação Prática no Figma

Para organizar cores de forma profissional, recomenda-se o uso de Local Variables.

  1. Criação de Coleções: Organize suas variáveis em coleções distintas, como "Primitives" e "Colors" (Semânticas).

  2. Agrupamento: Utilize barras (ex: Colors/Slate/) para criar pastas e manter o painel organizado.

  3. Uso de Plugins: Ferramentas como o Color Variables Creator podem acelerar o processo de criação de variáveis em massa a partir de layers renomeadas.

  4. Tematização (Modos): O uso de variáveis permite a criação de modos Light e Dark. Ao definir que um token semântico tem um valor para o modo claro e outro para o escuro, a interface inteira pode ser alternada automaticamente.

  5. Conclusão

Dominar a transição entre cores primitivas e semânticas, aliada à compreensão de espaços perceptuais como o LCH, é o que separa um layout simples de um Design System profissional. Ao aplicar essas técnicas, o designer garante não apenas beleza, mas consistência, facilidade de manutenção e acessibilidade para o produto final.

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